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Inauguramos este blog com a intenção de popularizar o ensino da física na nossa sociedade. Aqui você vai encontrar notícias, curiosidades e experiências e muito mais.

Aproveitem.

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Engenheiro paquistanês afirma ter criado carro movido a água


O engenheiro paquistanês Agha Waqar Ahmed anunciou uma descoberta que pode ser a solução para a crise de energia de seu país. De acordo com jornais locais, Ahmed teria dirigido um carro movido a água no final de julho, na frente de uma plateia composta por membros do governo paquistanês, cientistas e jornalistas na capital do país, Islamabad.
Segundo Ahmed, o segredo de sua descoberta estaria no processo da eletrólise, no qual uma corrente da bateria passa por meio da água destilada, separando o hidrogênio e o oxigênio presentes na estrutura molecular da água. A partir daí, o motor poderia utilizar o hidrogênio resultante da quebra para alimentar o carro.
O anúncio, no entanto, não convenceu autoridades científicas do país. De acordo com Khurshid Hasanain, chefe do departamento de Física da universidade de Quaid-i-Azam, em Islamabad, a descrição do processo inventado por Ahmed não faz sentido. De acordo com as leis da termodinâmica, queimar o hidrogênio resultante da eletrólise não pode gerar mais energia do que a necessária para realizar o processo de quebra das moléculas de água.

Fonte: Time


Cientistas batem novo recorde de maior temperatura já produzida pelo homem


Não faz muito tempo que um grupo de cientistas do Laboratório Nacional Brookhaven, nos Estados Unidos, entrou para o Guinness Book depois de registrar a maior temperatura já alcançada pela humanidade, ao bater a marca de 4 trilhões de graus Célsius.
Entretanto, de acordo com uma notícia publicada pelo site Nature, agora foi a vez dos cientistas da CERN — Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear — conseguirem produzir a temperatura mais alta já registrada, que chegou a 5,5 trilhões de graus Célsius.
Assim como os cientistas norte-americanos, os europeus também estão envolvidos com as pesquisas relacionadas ao plasma de quarks-glúons, portanto, é bem provável que esse recorde de temperatura volte a ser superado em breve por um dos dois grupos de cientistas. Façam suas apostas!


Fonte: Nature

segunda-feira, 30 de julho de 2012

6 mistérios da Física que ainda não foram resolvidos- II


4. Por que tem mais matéria do que antimatéria?

Essa é uma das perguntas cuja resposta está longe de ser respondida. Sabemos que, quando uma partícula de matéria se encontra com sua contraparte, as duas desaparecem. Entretanto, muitos acreditam que, durante o Big Bang, a mesma quantidade de matéria e antimatéria foi formada.
Mas se isso realmente acontecesse, prótons teriam sido aniquilados com antiprótons, nêutrons com antinêutrons e assim por diante. O universo não teria sido criado e você não estaria aqui, lendo este artigo. Por isso, há a especulação de que exista muito mais matéria do que antimatéria no universo. Mas, se isso for verdade, ninguém sabe explicar como ou por que tudo aconteceu dessa forma.

5. O destino do universo

Energia escura pode definir o futuro do universo
O universo está em expansão. Mas esse processo terá um fim? Bem, existem algumas respostas para essa possibilidade e, basicamente, ela depende de uma variável cujo valor é desconhecido: a medida da densidade de matéria e energia no espaço. Com base nisso seria possível estipular, com clareza, a forma do universo.

O universo pode ser fechado, como a forma de uma esfera e, caso não haja a tal energia escura, ele eventualmente começará a encolher novamente, num processo inverso ao do Big Bang e conhecido como Big Crunch. Caso a energia escura exista de fato, esse universo esférico se expandirá eternamente.
De maneira alternativa, pode ser que o universo seja curvo e aberto, como a superfície de uma sela para montar cavalos. Se esse for o caso, o universo pode estar caminhando para dois processos conhecidos como Big Freeze e Big Rip, ou seja, primeiro, a aceleração do universo fará com que ele acabe desfazendo galáxias e estrelas, deixando matéria fria e abandonada. Depois, a aceleração cresceria tanto que poderia até mesmo superar a força que mantém os elementos de um átomo em seus devidos lugares, destruindo-o completamente.
Linha do tempo do nosso universo, desde o seu surgimento

6. Medições destroem ondas quânticas

O mundo subatômico é estranho. As leis da Física são outras e tudo se comporta de maneira bastante esquisita para os nossos padrões. Para começar, as partículas não se comportam como pequenas esferas, mas como ondas que ocupam certa área. Sendo assim, propriedades como localização e velocidade de uma partícula são medidas em probabilidades, um intervalo de valor que a partícula pode ocupar.
Porém, o inesperado acontece quando alguém tenta medir com exatidão uma de suas propriedades: a partícula deixa de ser uma função de onda e passa a ter uma só localização ou velocidade, por exemplo. Mas como e por que essa onda se desfaz, ninguém sabe.




6 mistérios da Física que ainda não foram resolvidos- I


De acordo com as lendas que circulam pelo meio científico, o físico britânico Lord Kelvin teria dito, em 1900, que não havia mais nada para ser descoberto pela Física naquela época e que, a partir de então, a ciência só poderia ser aperfeiçoada, com medições cada vez mais precisas. Porém, bastaram algumas décadas para que a declaração de Kelvin fosse refutada.
Durante a primeira metade do século XX, os alicerces da Física Quântica começaram a ser construídos por nomes de peso, como Einstein, Planck, Bohr e Heinsenberg. Depois disso, ninguém se arriscou a repetir que já sabemos tudo sobre o universo. E, cada vez mais, avanços científicos abrem áreas novas, que precisam ser entendidas.
Quer uma prova? Pois então vamos a alguns mistérios que ainda não são completamente compreendidos pela ciência.

1. Energia escura e o nosso universo

Mesmo que a gravidade empurre tudo para o centro do nosso universo, ele continua se expandindo. Para explicar isso, astrofísicos sugeriram a presença de uma energia invisível e que se contrapõe à força da gravidade.
Conhecida como energia escura, essa constante cosmológica é tida como uma propriedade inerente do próprio espaço. À medida que o espaço se expande, mais espaço é criado e, consequentemente, mais energia escura.
E não é só isso. Com base nas observações da taxa de expansão do universo, cientistas estimam que mais de 70% do universo é composto por energia escura. Entretanto, ninguém sabe como constatar de fato a presença dessa energia.

2. Matéria escura compõe 84% do universo

Mais uma curiosidade sobre o nosso universo: 84% da matéria presente em nosso universo não emite e sequer absorve luz. A matéria escura, como é chamada, não pode ser vista diretamente e ainda não pôde ser detectada de maneira indireta. Porém, cientistas acreditam na existência dessa matéria graças aos efeitos gravitacionais que atuam na radiação e estrutura do universo, além da matéria visível.
Acredita-se que esse tipo de matéria seja composta por partículas conhecidas como WIMPs, acrônimo que significa “Weakly Interacting Massive Particles”, ou seja, “Partículas Massivas de Interação Fraca”, em tradução livre. Porém, até o momento, nenhuma dessas partículas foi detectada.

3. Existem universos paralelos?



E como se já não tivéssemos problemas suficientes aqui na Terra, cientistas surgiram com o conceito de multiverso, ou seja, diversos universos paralelos coexistindo sem que um tenha contato com o outro. Se quiser saber mais sobre uma das teorias que corroboram essa ideia, leia o artigo “Universos paralelos: afinal, que piração é essa?”.



Bóson de Higgs: descoberta poderá custar 100 dólares ao físico Stephen Hawking

Hawking no momento da entrevista em que afirma que, pelo visto, acabou de perder 100 dólares 

Mesmo com praticamente toda a comunidade científica em polvorosa por causa da possível descoberta do Bóson de Higgs pela Cern, ainda assim alguns poderão ser menos “beneficiados” com tal anúncio. Mais especificamente, é de Stephen Hawking que estamos falando — a descoberta da “partícula de Deus” pode ser um grande passo para a Física, mas, se comprovada, irá custar 100 dólares ao professor.
Tudo isso foi resultado de uma aposta feita pelo cientista com um colega e também físico Gordon Kane, o atual diretor emérito da Universidade de Michigan. Em entrevista à BBC, Hawking afirmou que 100 dólares (cerca de 200 reais) foram colocados em jogo quanto à teoria da “partícula de Deus” — para ele, o elemento nunca seria achado.
Mesmo possivelmente perdendo a aposta — a descoberta aponta com 99,99% de certeza que se trata do Bóson de Higgs —, o físico parabenizou as equipes envolvidas com o projeto.
Além disso, ele afirmou que, caso o resultado seja realmente comprovado (alguns testes ainda serão feitos para chegar a uma conclusão definitiva), Peter Higgs — cientista que postulou a existência de uma partícula elementar em 1964 — deveria ganhar o prêmio Nobel de Física por sua contribuição.

Fonte: BBC

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Cientistas pretendem "hackear" a mente de Stephen Hawking, o gênio da Física


Sites de instituições governamentais, serviços online e contas de email. Tudo isso, você já sabia que poderia ser hackeado. Mas e o cérebro de um dos maiores gênios que a ciência já conheceu? Estamos falando de Stephen Hawking, um dos cientistas mais respeitados da atualidade, que pode ter a própria mente “invadida” pelos pesquisadores da Universidade de Stanford (Estados Unidos).

Os cientistas vão colocar um dispositivo criado por eles mesmos (chamado iBrain) na cabeça de Hawking. O objetivo disso é conseguir decifrar como funciona o cérebro dele e também transformar todos os impulsos elétricos oriundos da atividade cerebral – que, pelo menos em teoria, é maior do que a maioria dos seres humanos – em movimentos e voz.
Para o Telegraph, um dos responsáveis pelo projeto disse: "É muito excitante para nós, porque isso vai nos permitir ter uma janela para o cérebro. Estamos criando a tecnologia que vai permitir à  humanidade ter acesso ao cérebro humano pela primeira vez. Gostaríamos de encontrar um caminho para ignorar o corpo de Hawking e apenas hackear seu cérebro".
Stephen Hawking sofre com uma doença degenerativa e há muitos anos consegue movimentar apenas uma pequena parte de seu rosto. Sem movimentos, ele precisa de uma cadeira de rodas automática para se locomover e, para se comunicar, utiliza um aparelho especial que consegue sintetizar sua voz. Com o novo sistema, os cientistas pretendem identificar a atividade de determinados setores cerebrais para que, no futuro, seja possível transformá-los em movimento.

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Vácuo: é possível criar algo a partir do nada? Parte 2


Em novembro de 2011, cientistas da Universidade de Tecnologia Chalmers, na Suécia, resolveram usar as ideias do efeito Casimir de forma contrária, como proposta pelo físico americano Geral Moore em 1970: se pudéssemos mover dois espelhos rapidamente, um contra o outro, a flutuação quântica presente no espaço entre eles poderia ser esmagada de maneira tão violenta que sua energia seria liberada na forma de fótons. A teoria ficou conhecida como efeito Casimir dinâmico.

Na prática, mesmo um espelho muito pequeno não poderia ser movido tão rapidamente e, portanto, o físico Chris Wilson e sua equipe propuseram algumas alterações nas ideias de Moore para coloca-las e prática: eles usaram correntes elétricas que variavam rapidamente para simular o efeito de espelhos que pudessem ser acelerados a cerca de ¼ da velocidade da luz. O resultado foi o esperado: produção de pares de fótons que surgiram a partir do vácuo e que puderam ser medidos na forma de radiação de micro-ondas.
Representação artística do experimento que criou fótons a partir do vácuo
Mas assim como a existência do efeito Casimir, na época a experiência também foi rebatida por outros físicos, que não acreditam que o experimento tenha simulado, realmente, as ideias de Moore. Wilson se defende dizendo que a experiência foi realizada com toda a precaução e testes necessários, incluindo a prova de que eles partiam mesmo de um estado de vácuo. E, em entrevista para a revista New, aproveitou a situação e alfinetou seus rivais: “para algumas pessoas, o efeito Casimir dinâmico será sempre sobre um espelho de verdade se movendo rapidamente”.

Igual ao efeito Casimir, só que ao contrário.

Outro experimento curioso foi realizado por Steven Johnson e seus colegas de Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT). Eles calcularam que o efeito Casimir poderia ser invertido, isso é, em vez de funcionar como uma espécie de cola para dois objetos de escala nanométrica, ele poderia ser usado para exercer uma pressão contrária, isso é, afastar um objeto do outro.

Para isso, os físicos alteraram o formato das placas metálicas, adicionando entre elas estruturas que lembram os dentes de um zíper. Isso, em teoria, tornaria repulsiva a força entre elas. Em um estudo mais recente conduzido na Universidade de Coimbra, em Portugal, os pesquisadores Stanislav Maslovski e Mário Silveirinha teorizaram um efeito similar ao usar “nanobastões” metálicos que criavam uma força repulsiva capaz de fazer levitar nanobarras de metal.

Na prática, esse efeito poderia, por exemplo, propiciar a criação de engrenagens e motores em escala nanométrica capazes de operar sem fricção entre as peças. Porém, colocar isso em prática envolveria o desenvolvimento de ferramentas novas, capazes de alinhar essas nanopeças de forma com que o vácuo existente entre os átomos dela não causasse flutuações quânticas que funcionassem em direções diferentes.
Reversão do efeito Casimir poderia fornecer engrenagens sem atrito

Dessa forma, é possível deduzir que os experimentos realizados nos últimos anos têm dado mais credibilidade às teorias de décadas atrás, demonstrando que tanto as flutuações quânticas quanto o efeito Casimir são reais. Apesar disso, nem todos os físicos compraram essa ideia.

Muitos pesquisadores contrários à existência do efeito Casimir ou da flutuação quântica de vácuo alegam que esses temas têm se tornado populares porque a matemática por trás deles é bastante simples. Para Julian Schwinger, vencedor do prêmio Nobel de Física em 1965, esses efeitos acontecem por causa da interação quântica entre as cargas da matéria, não envolvendo o vácuo em si.

Pode ser também que a comprovação desses fenômenos seja uma espécie de paradoxo: nós só podemos comprovar a existência da energia do vácuo adicionando matéria dentro dele e, com isso, corremos o risco de deturpar os experimentos. Enquanto isso, Chris Wilson, que criou luz a partir do “nada”, espera que outros grupos de pesquisa possam comprovar os dados encontrados por sua equipe e dar um pouco mais de respaldo à possibilidade de certos fenômenos serem mesmo reais.

Por mais chato que seja o processo de comprovação, é esse ceticismo latente que torna a ciência tão confiável. No fundo, isso é até bom, pois pode render mais experimentos intrigantes como esses para relatarmos no futuro.

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